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12/04/2014 21:05:37
Casal que percorre o país procurando boas ações chega a Santa Catarina
Depois de passar por 24 estados, projeto Caçadores de Bom Exemplos vem para o Estado
Fonte da imagem: Arquivo Pessoal / Divulgação

Se por acaso, nós próximos dias, alguém for parado em uma das 295 cidades catarinenses por um casal perguntando sobre uma boa iniciativa naquele lugar, pode parar para conversar. É o projeto Caçadores de Bom Exemplos que está chegando em Santa Catarina.

Depois de passar por 24 estados, percorrer 520 municípios e conhecer mais de 900 ações sociais positivas, a expedição toca o território catarinense e avança rumo ao extremo-sul do Brasil. Os protagonistas dessa aventura são Iara, 33 anos, e Eduardo Xavier, 45 anos. O casal morador em Divinópolis, localizada no Centro-Oeste de Minas Gerais, decidiu largar tudo para sair em busca de inciativas de impacto social espalhadas pelo país. A dupla vendeu a casa, equipou um carro e mesmo sem patrocínios pegou a estrada. Para eles, bom exemplo é aquilo que pode transformar. São ações feitas na comunidade, que vão além da comodidade e que ajudam a resolver problemas sociais.

Os Xavier dizem não ter motivação política ou religiosa. O interesse está na valorização das iniciativas, dando-lhes visibilidade que chega também através das reportagens publicadas por veículos regionais e de grande abrangência nacional. Isso faz com que ações muitas vezes pouco divulgadas tornem-se mais conhecidas na própria região onde estão inseridas.

Intercâmbio de ideias positivas

Normalmente, sugere Iara, a mídia costuma divulgar mais coisas ruins do que ações positivas. Para ela, ao se falar do negativo, banaliza-se a informação e isso se torna normal.

– Queremos banalizar as atitudes do bem, que ao nosso ver é normal. Ser solidário com o outro, como mostram tantos projetos, não pode ser exceção. Mas regra – conta.

O sonho agora é fazer um intercâmbio de ideias positivas entre os Estados, através de um livro de cada região brasileira com os bons exemplos que conhecem pelo caminho, simultaneamente à expedição.

– Assim, podemos estar formando multiplicadores de ações sociais neste momento e iniciando um movimento de valorização das ações positivas – explica Iara.

O trajeto pelo Brasil se encerra neste ano. A ideia é, depois do Brasil, seguir para outros países. Mas ainda não há roteiro.

– Nunca temos roteiro, pois quem nos direcionam são as pessoas que encontramos por onde andamos.

Estimular para que se mantenha

Na caça às boas ações, algumas vezes os Xavier se deparam com a desesperança. Nessa hora, a expedição assume papel de incentivadora para que os responsáveis pelas ações não encerrem os projetos. Outra coisa que incomoda é quando alguém responde não conhecer nada de bom naquele lugar, o que para o casal não pode ser aceito diante de tantas inciativas solidárias.

– Já ocorreu de a pessoa dizer que não vamos encontrar um bom exemplo. Isso nos deixa tristes. Sempre há algo de bom sendo feito – conta Iara.

Certa vez, explica, estavam na Bahia saindo de um projeto quando uma das fundadoras os chamou para agradecer a visita, pois horas antes ela havia decidido parar com o trabalho. A mulher dizia que só recebia críticas e não havia dinheiro para continuar, mas a presença dos Caçadores de Bom Exemplos a tinha encorajado. O acontecido acabou se transformando no terceiro objetivo, que é motivar os bons exemplos para continuarem no caminho do bem.

– Muitas pessoas dizem que estão replicando as ações que contamos.

Como funciona

Entanda melhor o proje

O que é

— Caçadores de Bons Exemplos é um projeto desenvolvido pelo casal Iara Xavier, 33 anos, nascida na cidade de Divinópolis, em Minas Gerais; e Eduardo Xavier, 45 anos, natural de Juiz de Fora, também em Minas Gerais.

Como surgiu

— O projeto nasceu o desejo do casal em fazer um mundo melhor através do convívio com outras pessoas que pensem no coletivo. A ideia é fazer uma viagem de cinco anos pelo Brasil em busca de iniciativas que façam diferença em suas cidades.

Quem banca financeiramente

— Não existem patrocínios. O casal vendeu um apartamento e pegou a estrada em janeiro de 2011. O carro em que viajam foi sendo modulado de acordo com as necessidades do percurso.

Fonte do texto: DC/Geral

Autor: Ângela Bastos
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