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26/04/2014 22:55:17
Museu Cruz e Sousa realça beleza do Centro Histórico de Florianópolis
Espaço vai passar por restauro, mas permanecerá aberto para visitação
Fonte da imagem: Betina Humeres e Acervo do Velho Bruxo
O poeta catarinense Cruz e Sousa dá nome a um dos prédios mais bonitos do Centro HistóriCo de Florianópolis: o prédio do Museu Histórico. Ali, na diagonal da Catedral Metropolitana e paralelo à Praça XV, fica o sobrado colonial cor de rosa, construído pelo brigadeiro José da Silva Paes, primeiro governador da capitania da Ilha de Santa Catarina. O prédio é o personagem da Cortina do Tempo deste final de semana.

Não há uma data exata da construção do prédio — os primeiros registros mostrando o prédio são de 1785. Ele serviu de sede do governo da antiga Província. Cerca de 50 anos mais tarde, em 1839, foram feitas as primeiras reformas no prédio, como serviços de pintura e carpintarias nas aberturas e acortinamento e aquisições de tapetes.

A primeira grande restauração do prédio — que já foi branco — foi em 1977, mesmo ano da criação do Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC). Dois anos depois, em 1979, o espaço passa a se chamar Palácio Cruz e Sousa. Em 1984 é tombado pelo patrimônio histórico e passa por uma nova reforma em 2005. 

Em 2007, o museu recebe os restos mortais de Cruz e Sousa e, em 2010, é inaugurado, no jardim do palácio, o memorial homenageando o poeta. Os restos mortais estão depositados em uma lápide na parede do espaço. Na última semana começou uma nova restauração do prédio histórico

As paredes serão lavadas para em seguida receber restauro, pintura externa e instalação de elevadores. O prédio ficará aberto para visitação do público durante as obras.

Datas
:: 1770 ou 1780: época provável da construção do prédio que serviu de sede ao governo da Província
:: 1839: serviços de pintura, carpintarias nas aberturas e madeiramento do telhado, decoração da “sala de respeito”, acortinamento dos interiores e aquisições de tapetes
:: 1895/1898: reforma radical promovida por Hercílio Luz
:: 1905/1906: pintura externa, limpeza dos mármores das sacadas, reformas no telhado
:: 1961/1966: construção de um jardim e lago artificial nos fundos do Palácio, em terreno da antiga Escola Normal Catarinense
:: 1971/1975: substituição do telhado
:: 1977: é feita a primeira restauração e criado o Museu Histórico de Santa Catarina (MHSC)
:: 1979: o prédio ganha o nome de Palácio Cruz e Sousa em homenagem ao poeta catarinense
:: 1984: o museu é tombado como patrimônio histórico de Santa Catarina e iniciam-se novas restaurações
:: 1986: o Palácio é reaberto após restaurações
:: 2005: o prédio sofre novos reparos e restaurações
:: 2007: o museu recebe os restos mortais de Cruz e Sousa 2010 – Inauguração do Memorial Cruz e Sousa homenageando o poeta no jardim

ENDEREÇO E CONTATO
Endereço:
 O Museu Histórico de Santa Catarina fica junto à Praça XV de Novembro, Centro de Florianópolis
Visitação: das 10h às 18h de terça a sexta e das 10h às 16h aos sábados e domingos
Ingressos: máximo R$ 5. Aos domingos, a entrada é gratuita

O poeta
João da Cruz e Sousa nasceu em 24 de novembro de 1861. Foi um poeta brasileiro, alcunhado Dante Negro e Cisne Negro e um dos precursores do simbolismo no Brasil. Filho dos negros alforriados Guilherme da Cruz, mestre-pedreiro, e Carolina Eva da Conceição, João da Cruz desde pequeno recebeu a tutela e uma educação refinada de seu ex-senhor, o Marechal Guilherme Xavier de Sousa — de quem adotou o nome de família, Sousa. 

Ele aprendeu francês, latim e grego, além de ter sido discípulo do alemão Fritz Müller, com quem aprendeu Matemática e Ciências Naturais. Em 1881, dirigiu o Jornal Tribuna Popular, no qual combateu a escravidão e o preconceito racial. Em 1883, foi recusado como promotor de Laguna por ser negro. Em 1885 lançou o primeiro livro, Tropos e Fantasias em parceria com Virgílio Várzea. Cinco anos depois foi para o Rio de Janeiro, onde trabalhou como arquivista na Estrada de Ferro Central do Brasil, colaborando também com o jornal Folha Popular. 

Ele se casa com Gavita Gonçalves, também negra, com quem teve quatro filhos, todos mortos prematuramente por tuberculose. Cruz e Sousa também morre de tuberculose, em 1898.
fonte: Colégio Cruz e Souza

Fonte do texto: Hora de SC

Autor: Notícias / Geral
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