História e Cultura

Antigas Civilizações da Ilha

Os habitantes da região de Florianópolis na época da chegada dos exploradores europeus eram os índios carijós, de origem tupi guarani. Praticavam a agricultura, mas tinham na pesca e coleta de moluscos as atividades básicas para sua subsistência.

Porém, outras populações mais antigas habitaram a ilha em tempos mais remotos. Existem indícios de presença do chamado Homem de Sambaqui em sítios arqueológicos cujos registros mais antigos datam de 4800 a.C.. A Ilha de Santa Catarina possui numerosas inscrições rupestres e algumas oficinas líticas, notadamente em várias de suas praias. A Ilha de Santa Catarina era conhecida como Meiembipe (montanha ao longo do mar) pelos carijós. O estreito que a separa do continente era chamado Y-Jurerê-Mirim (pequena boca d'água) e também se estendia à própria ilha.

Fundação da cidade

Foi fundada em 23 de março de 1726 com o nome de Nossa Senhora do Desterro em referência à sua padroeira e depois simplesmente Desterro. Posteriormente o nome Florianópolis foi dado em homenagem a Floriano Peixoto, ex-presidente do Brasil na república velha (1891-1894).

Sendo Floriano Peixoto um militar atuante na repressão e execução dos derrotados da Revolução Federalista, que foram presos e fuzilados na fortaleza de Anhatomirim, esse nome foi rejeitado por muitos moradores da cidade influenciados pelos sentimentos dos familiares daqueles monarquistas, muitos de famílias tradicionais da cidade. Por esta razão continuaram a utilizar o nome Desterro. Até recentemente algumas figuras de destaque na cidade ainda se recusavam a utilizar o nome de Florianópolis.

FLORIPA - Bela e Querida por todos

A cidade de Florianópolis é muito conhecida por suas 100 belas praias. Hoje, a capital turística do MERCOSUL atrai milhares de turistas durante o ano todo, principalmente durante o verão, tornando-se a 2ª cidade brasileira mais visitada por turistas estrangeiros (atrás apenas do Rio de Janeiro).

Mas nem só de praias vive o turismo da capital catarinense, o fascínio e a magia de Florianópolis são algumas das tantas razões que trazem todos os anos, milhares de visitantes na temporada de verão e ao longo do ano para eventos de negócios, culturais, artísticos, esportivos, profissionais, simpósios e conferências, consolidando a Capital como importante sede de eventos.

Embora parte da cidade esteja localizada no continente, a grande parte das atrações de Florianópolis se encontra na Ilha de Santa Catarina, o que lhe rendeu o título de Ilha da Magia. O nome da cidade também é carinhosamente abreviado para Floripa por muitos brasileiros.

Relevo da Ilha

Florianópolis é uma das três ilhas-capitais do Brasil (as outras são Vitória e São Luís). A área do município, compreendendo a parte Continental e a ilha, abrange 436,5 km². A Ilha de Santa Catarina possui uma forma alongada e estreita, com comprimento médio de 54 km e largura media de 18 km. Com litoral bastante recortado, possui várias enseadas, pontas, ilhas, baías e lagoas. A ilha está situada de forma paralela ao continente, separadas por um estreito canal. Seu relevo é formado por cristas montanhosas e descontínuas, servindo como divisor de águas da Ilha. As altitudes variam entre 400 e 532 metros. O ponto mais alto da Ilha é o Morro do Ribeirão (sul), com 532 metros de altitude. Na face leste (Lagoa da Conceição - Joaquina) e norte da Ilha (Ingleses - Santinho), há presença de dunas formadas pela ação do vento.

As 100 praias catalogadas são reconhecidas como tais pela população local, tendo, em alguns casos, mais de um nome. Algumas ainda são pouco conhecidas pelos turistas. Na Ilha de Santa Catarina existe uma grande laguna: Lagoa da Conceição e uma grande lagoa: Lagoa do Peri. Outra porção da cidade está localizada no continente, onde encontram-se populosos e importantes bairros como: Estreito, Coqueiros, Bom Abrigo, Itaguaçu, Abraão, Capoeiras, Balneário e Jardim Atlântico entre outros.

A natureza presente em Florianópolis

No ambiente aquático encontram-se os moluscos (como o berbigão, mexilhão e as ostras), os crustáceos (siris e camarões ), os peixes (tainha, anchova, sardinha, robalo, linguado, manjuba e outros ). Temos ainda neste ambiente os mamíferos, como as lontras, golfinhos e baleias e os répteis como jacaré de papo-amarelo.

No ambiente terrestre são mais de 30 espécies de lagartos e cobras, tais como a jararaca, a jararacuçu e a coral.

Sem contar os mamíferos destacados nas espécies de gambás, morcegos, macaco-prego, coati e outros.

Em relação às aves, existem na ilha aproximadamente 170 espécies, com destaque para o Martim Pescador Verde, ave símbolo de Florianópolis.

Flora

A Ilha de Santa Catarina é dona de uma biodiversidade espantosa e de muito fácil acesso. É uma rica aula de geografia a céu aberto. Pode-se andar pelos manguezais que servem de berçário e fonte de alimentação para diversas espécies de animais, ou conhecer ambientes de Floresta Atlântica nas suas inúmeras ilhas.

No centro urbano é possível tomar contato com a Mata Atlântica, que se mostra vistosa na Floresta do Hospital de Caridade da Irmandade do Senhor Jesus dos Passos, área que gira em torno de 200 mil metros quadrados.

A vegetação da Ilha de Santa Catarina é constituída de pastagens implantadas, vegetação secundária pioneira, capoeirinha, capoeira, capoeirões (em torno de 50% da vegetação atual), floresta secundária e floresta primária (em torno de 2 a 3% da área vegetal).

Cultura açoriana

O caminho percorrido pelo povo açoriano para desembarcar em Santa Catarina, no século XVIII, certamente deve ter se revestido de muita dor e apreensão. Porém o que esses imigrantes plantaram na cultura brasileira especialmente de Florianópolis, atravessou séculos e continua rendendo bons frutos, influenciando ainda hoje o cenário cultural da região.

No dia a dia dessa agitada capital, a tradição do artesanato açoriano se faz apreciar nos trançados de rede, rendas de bilro e tramóias, tapeçarias de tear e na confecção de esteiras, balaios e gaiolas.

Os pratos feitos à base de peixes, moluscos e crustáceos enriquecem a culinária da ilha e do continente. Nas danças e folguedos, os exemplos mais vivos dessa tradição estão presentes na dança de pau de fita e no folguedo do Boi-de-Mamão.

A religiosidade acompanhou a gente açoriana, por isso as festas religiosas continuam sendo um dos valores mais expressivos de sua cultura. Dentre estas festas vale destacar a festa de Nossa Senhora dos Navegantes, a procissão do Senhor Jesus dos Passos, a festa do Divino Espírito Santo e o Terno de Reis.

A literatura se enriqueceu com as quadrinhas, o pão-por-Deus, os provérbios, as cantigas e lendas. Não podemos esquecer também do linguajar oral, marca registrada do florianopolitano e que se caracteriza por um som cantado e por uma alta velocidade de flexão de voz. Diz-se, que um pouco da alma açoriana por aqui ficou.

Boi-de-mamão

O Boi-de-mamão é um folguedo que envolve dança e cantoria em torno do tema épico da morte e ressurreição do boi. Esta brincadeira é encontrada em várias partes do país, recebendo diferentes nomes. No nordeste é conhecido como "Bumba Meu Boi" ou "Boi Bumbá", em Paraty (Rio de Janeiro) como "Boi Pintadinho". Em Santa Catarina a brincadeira está presente em quase todos os municípios do litoral com o nome de "Boi-de-Mamão".

Origem: Antigamente, a brincadeira era conhecida em nosso litoral como "Boi de Pano", mas ocorreu que, com a pressa de fazê-lo, utilizaram um mamão verde para fazer a cabeça do boi. Daí recebeu o nome de Boi-de-Mamão, mantido até a época atual, onde se vê cabeças de todos os tipos, até mesmo de boi, menos de mamão. A descrição mais antiga do folguedo, em Florianópolis é de 1871, feita pelo historiador José Arthur Boiteux.

Embora os competentes variem de acordo com o grupo, os personagens principais são: Boi-de-Mamão, Bernúncia, Maricota, Cavalinho, Cabrinha. Outros personagens encontrados em alguns grupos: urso, urubu, macaco, girafa, abelha, ema, barata, anão, cavalinho-marinho, etc. Acompanhamento Musical: Acompanha a cantoria três músicos, pandeiro, violão, gaita.

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